Essa sou eu, pela lente de uma amiga. A foto é ótima, a modelo é meia-boca: eis o porquê de tanta sombra, embora eu sempre possa me defender dizendo que curto uma estética noir.
Me chamo Gabriela Ventura – adoro esse sobrenome – , nasci e cresci em Petrópolis, uma cidadezinha na região serrana do Rio. Fui parar na capital quando resolvi fazer faculdade de Letras na UFRJ, em 2004. Estou lá até hoje, agora fazendo doutorado em Literatura Portuguesa.
Sou professora, revisora e redatora. Escrevo por teimosia, leio por vocação e mantenho um blog por galhofa. Cozinho razoavelmente bem, mas não encontro quem me pague para isso. O mesmo vale para os meus outros talentos: a curiosidade arqueológica para desencavar links bizarros na internet, habilidades motoras aplicadas a videogames de diversas plataformas e uma extensa biblioteca de músicas potencialmente constrangedoras arquivadas na memória.
Divido meu tempo entre Petrópolis, Rio e São Paulo. Sim, é complicado o suficiente para afirmar que não tenho exatamente uma casa para chamar de minha, embora eu seja a orgulhosa mãe de dois adoráveis gatinhos paulistas.
Gosto de café e de fones de ouvido, de filmes de terror de baixo orçamento e de ficção científica com a menor quantidade possível de efeitos especiais. Também gosto de fazer da ida ao cinema um programa solitário, e sou do tipo que economiza uns bons cobres lendo livros inteiros em livrarias – primeiro porque o dinheiro está sempre curto mesmo, depois porque não me sinto à vontade com o ar solene das bibliotecas.
Nesse ano vou comprar uma bicicleta… mas ainda não decidi em que cidade ela vai ficar.
Quer me xingar, me contratar, me chamar para animar festa infantil? Escreva para mim:

Ah! Nada mais inebriante do que os jovens pseudo-intelectuais brasileiros pintando e bordando via Blogs e afins, conjecturando as graças de suas leituras e o encanto de suas viagens pelo mundo, nutridos pela toxina burguesa… Uma pena que suas peripécias raramente são traduzidas em projetos autênticos e criativos. Paciência.
Sucesso à autora!
Eu invejo gente como este rapaz, o Álvaro. Tão preocupado com a tal “toxina burguesa” ( desnecessário dizer que adorei o termo, e fiquei perguntando se a tal toxina seria radioativa) que arranja tempo para comentar os blogs de jovens pseudo-intelectuais brasileiros como eu (outra denominação fantástica!), quando deveria estar às voltas com seus próprios “projetos autênticos e criativos”.
Quanto altruísmo, abdicar de seu tempo precioso, no qual poderia estar elaborando contribuições relevantes para a Vida, o Universo e Tudo Mais só para tentar abrir meus olhos – e se morder de raivinha do meu blog. Aposto que é do tipo que assina o feed só para poder se escandalizar com a minha futilidade a cada novo post. Fato que nosso amigo Álvaro sofre de um dos seguintes males:
1) Ingenuidade: afinal ele acredita (profundamente, e de todo coração, chuif chuif) em autenticidade, e usa termos divertidos como “toxina burguesa” em um comentário pretensamente sarcástico.
2) Paixão mal-resolvida: Por que outra razão o Calvin passa o inverno jogando bolas de neve em Susie Derkins?
3) Invejinha, pura e simples: para de acessar meu blog e vai criar o seu, fio! E, por favor, manda o link.
Este comentário é um dos meus preferidos, e me lembra todos os dias da missão maior deste blog. Já que sucesso não vou fazer mesmo, e amigos não é sempre que dá pra fazer, ao menos que este espaço sirva para irritar quem não tem o menor senso de humor.
Mané.
Mané!
Pingback: Nós, os críticos. | Quinas e Cantos
rs… Ainda que bem que existem pessoas como esse Álvaro para estimular momentos como esse e a gente chamar de mané! rs. Sempre tem um por aí! A questão é o que fazemos deles. Gosto quando seus comentários são postos no prato em uma roda de conversa e mastigados. Essas personagens acabam admitindo: “É… não foi bem isso que eu diz dizer, blablablá blablá… etc”. E, um dia, num trauma forte que vida impõe, o deixam de ser.
E fico pensando, após ler o blog, e através dele conhecer um pouquinho do seu jeito. Como seria ter aulas com uma professora assim, como eu imagino que você seja, acho que minha paixão e fome pelas palavras só aumentariam.
Sou uma adolescente, do ensino médio, pensando no que fazer assim que estiver livre da escola… tomando como exemplo uma Professora/Revisora/Redatora/Tradutora/Nerd e, acrescento eu, blogueira (mesmo não passe de uma conclusão óbvia, não deixa de ser um fato achei interessante) Talvez até concluindo, que esse é meu tipo, algo meio que “é o que quero ser quando crescer”
Tudo bem, talvez também me falte um pouco de juízo.
Achei bastate interessante o fato de você ser professora/revisora/redatora/tradutora ( e até o nerd também hahaha) e ter se formado na UFRJ! Porque tudo isso é exatamente minha ambição, sou recente aluna da UFRRJ,mas ainda sonho com a UFRJ e fazer Letras Português -Literaturas,curso que vou cursar na UFRRJ!
Gostei muito do seu blog, se quiser dá uma passadinha do meu http://fazalgumtempo.blogspot.com/ lá eu ensaio minha ambição de ser escritora profissional! hahaha !
Grande beijo!
Adorei a especificação “dos males”. Especialmente, o item 2.
[2) Paixão mal-resolvida: Por que outra razão o Calvin passa o inverno jogando bolas de neve em Susie Derkins?]
Parabéns pelo blog!
Abraço direto do friiiiio do sul… (e eu não me acostumo com o frio! ai, quem dera o calorzinho do Rio…)
Muito boa a resposta!!! Me diverti! Abraços =)
Também sou Ventura, aqui do Sul do Brasil e adorei todo o seu Blog e mais ainda as respostas ao Álvaro. Acho que somos todos pseudo-intelectuais, só ele não o é.
Continue sempre
Antonio Ventura
Amei seu blog, voce é muito ironica. Cheguei aqui pela revista piaui e as teias que incendeiam e norteiam, impressionante…
Só quero dizer e perguntar uma coisa: Você tem namorado?!… ^^ ;*
Álvaro, eu encontrei este blog quando andava à procura das “pernas de Gabriela Ventura”, uma dirigente ministerial portuguesa que escandalizou devido à sua (falta de) indumentária numa cerimónia oficial. Agora constatei que esta Gabriela Ventura, “pseudo-intelectual brasileira”, é muito mais interessante do que a outra, porque esta tem cabeça…
Sucesso ao Álvaro e às Gabrielas
João (Portugal)
Tem ruiva no “Brasiu”, “legau”!
É verdade, a Ventura brasileira parece pessoa muito mais interessante que a “coroa” exibicionista do meu “Portugau”. Gato é bicho terrível, né?
Pois eu adoro esse blog de elenco de apoio do Manoel Carlos…
Acabei de descobrir esse blog (desculpa, mas estava investigando a vida da Ana C. que é minha paixão e acabei te encontrando e descobrindo que ela tem um sobrinho que por sinal é /era seu namorado. \õ/). Gostei muitooooo de vc, tem algum que poucas pessoas hoje em dia tem: Bom senso. Agora não sei o que faço: Continuo escrevendo minha monografia (estou formando em Direito e meu tema é sobre a Lei da Anistia, Direito à memória e a verdade) ou se continuo lendo esse blog que estou ADORANDOOOOO. Por falar nisso o Álvaro ainda aparece por aqui? Se ele leu esses comentários vai achar que vc tá formando quadrilha virtual. =)